O Rio Grande do Norte registrou a devolução de 2,8 GW em outorgas de projetos de usinas solares fotovoltaicas entre 2025 e o primeiro trimestre deste ano. O volume supera os 2,1 GW de capacidade de geração centralizada atualmente em operação no estado e representa a frustração de R$ 13 bilhões em investimentos. Os dados são da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) e foram levantados a pedido da reportagem da TRIBUNA DO NORTE.
Em número de usinas, de acordo com o levantamento, o montante de devolução corresponde a 51 projetos e representa 7% de todas as iniciativas devolvidas no Brasil entre o ano passado e o início deste ano. Apenas em 2025, 106 usinas devolveram suas outorgas para geração de energia solar no país.
Na avaliação da Absolar, o principal desafio para o avanço dos
projetos de grandes usinas solares no Rio Grande do Norte, assim como em
outros estados da região Nordeste, são os cortes recorrentes de geração
de energia renovável, os chamados curtailment. A consequência disso,
além da estagnação na capacidade de geração instalada, é a perda de
empregos diretos e indiretos.
“O aumento em 2025 das ocorrências do curtailment, principalmente
aquelas classificadas como energéticas, que não são passíveis de
ressarcimento aos empreendedores impactados, foi um dos principais
fatores responsáveis pela retração da geração centralizada no mercado
fotovoltaico no Brasil em relação a 2024. Só em 2025, foram 2.279 MWmed
de cortes por razão energética”, destaca a Absolar.
fonte
tribuna do norte
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