MPRN pede apuração de possível motivação eleitoral em recuo de Fátima sobre cadeia na Zona Norte

 O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) encaminhou à Procuradoria Regional Eleitoral documentos relacionados à decisão do Governo do Estado de interromper o processo de construção de uma nova cadeia no bairro Potengi, na Zona Norte de Natal.

A medida tem como objetivo analisar a conduta da gestão estadual sob a ótica da legislação eleitoral.

Governadora Fátima Bezerra durante agenda oficial no Rio Grande do Norte
Governadora Fátima Bezerra anunciou o recuo na construção da cadeia na Zona Norte de Natal — Foto: José Aldenir

Segundo o MPRN, a Procuradoria Regional Eleitoral deverá verificar se o anúncio de interrupção da obra possui relação com o período eleitoral em andamento.

A decisão do Governo foi divulgada nas redes sociais nesta quarta-feira 26, após repercussão sobre a instalação da nova unidade prisional na Zona Norte.

A obra estava prevista para o bairro Potengi e teria custo superior a R$ 8 milhões, com recursos majoritariamente federais.

O MPRN sustenta que o processo de contratação levou cerca de um ano e que a ordem de serviço havia sido emitida nesta semana.

Além da análise eleitoral, o Ministério Público também acionou a Justiça Federal para tentar manter o contrato e evitar a paralisação da obra.

No pedido, o órgão argumenta que o cancelamento anunciado pelo Governo pode provocar prejuízos e até a perda de recursos federais destinados à construção.

Na frente eleitoral, porém, o foco é outro: saber se a decisão de interromper o empreendimento foi influenciada pelo calendário e pelo ambiente político da campanha.

A Procuradoria Regional Eleitoral deverá avaliar a documentação encaminhada pelo MPRN e decidir se há elementos que justifiquem alguma medida no âmbito da Justiça Eleitoral.

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agora rn

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